domingo, 20 de setembro de 2009

TERAPIAS AOS DEPENDENTES QUIMICOS

Tratar dependentes químicos com terapias complementares, não tem como principal objetivo fazer com que o paciente deixe de se drogar, mas sim que ele encontre dentro de si o motivo que o leva às drogas.
As crises de abstinência podem ser tratadas e as dosagens dos remédios podem ser diminuídas com a ajuda das terapias complementares.
Antes de a dependência ser diagnosticada pela observação do comprometimento físico, todos os meridianos, canais de energia, Chakras e glândulas do corpo etérico já foram danificadas.
Os bloqueios da energia causam as doenças físicas, mentais e emocionais, sem falar no comprometimento do perispírito onde se observam rupturas do campo áurico, perdas de energia e embrutecimento do padrão vibracional, facilitando a sintonia com as energias mais primitivas e desarmônicas, que são atraídas como se por um imã.
Estudos já provaram que a dependência química altera os padrões de DNA, desenvolvendo uma memória genética, que coloca o dependente num estado de quarentena constante, onde deve monitorar as substâncias que ingere o padrão de vida, pensamentos, ações, tudo o que possa detonar essa memória.
A energia naturalmente flui dos Chakras chamados inferiores (primeiro, segundo e terceiro) para o cardíaco e deste para os superiores (quinto, sexto, sétimo). As substâncias tóxicas fragmentam esse fluxo. Cada uma delas tem maior afinidade com determinado Chakra, porém com o tempo todos são afetados.
O primeiro Chakra que se torna disfuncional em todo o tipo de dependência, é o cardíaco. Ocorre um distanciamento das relações afetivas saudáveis e naturais e, com isso, acontece o endurecimento do pericárdio (membrana que envolve o coração) e o congelamento das emoções, principalmente no que se refere a trocas afetivas construtivas, pois o binômio dar e receber são substituído por uma situação onde o dependente suga a energia das outras pessoas.
O sentimento de vazio é tão intenso e doloroso, que o dependente necessita disto para sentir-se inteiro. Sente-se abandonado, carente, com um sentimento de inadequação que o isola e faz buscar cada vez mais as substâncias que amorteçam sua dor.
A maconha leva a um estado de alienação afetando principalmente o primeiro Chakra que é o da sobrevivência, da vinculação com a vida, da conexão com a Terra. Ocorre a sensação de que vestir o corpo é algo muito doloroso, assim como estar no aqui e agora.
Acontece também uma diminuição de atividade do sexto Chakra, o Chakra frontal, governado pela glândula pituitária e responsável pela intuição e ligação com o mundo espiritual. Como resultado, ocorrem perda da motivação, lentidão de todo o metabolismo, alterações da habilidade de compreensão e capacidade de avaliação (aumento da agressividade e dificuldades escolares, principalmente em adolescentes).
Por estas explicações se compreende que é fundamental a harmonização dos Chakras.

Para a cura acontecer o primeiro passo é admissão da dependência, o autoperdão, o despertar do amor incondicional e da esperança. Culpas, raivas, ressentimentos devem ser limpos e transmutados.
Perdoar a si mesmo, perdoar aos outros, viverem o aqui e o agora e entender que nunca estamos sós, saindo assim da orfandade espiritual e semeando solo fértil para receber ajuda. Abençoar toda experiência de vida boa ou ruim como instrumento de crescimento.
A mudança do sistema de crenças que gerou a dependência é vital, assim como a discussão aberta sobre o vício e suas armadilhas. Ela deve acontecer de dentro para fora. Não se foge da dor, ela tem que ser vista, identificada, acolhida, para só então ser liberada.
Daí a necessidade do acompanhamento psicológico e de um suporte espiritual.
A terapia holística e a complementar proporciona alguns instrumentos que podem auxiliar no tratamento da dependência química: Reiki, Terapia Floral, Acupuntura, Meditação, etc.
Ameditação é, por excelencia é um antidoto natural contra a ansiedade e o estresse, dois dos principais fatores que reforçam a vontade de consugir drogas.
A pratica meditativa tem o poder de restituir esta plataforma de paz e harmonia interna. Ela religa a pessoa ao seu centro e à sua essencia.É uma ferramenta que ajudara a alcançar a vitoria final de modo mais facil e com menos sofrimentos.

Com o Reiki se restabelece os campos energéticos da pessoa, proporcionando-lhe equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual.
O Reiki atua sobre os estados de stress, ansiedade, depressão e diversos outros de origem psicológica. A nível físico, ativa glândulas, órgãos, sistema nervoso e imunológico. É indicado também para fins preventivos.
Ao receber o tratamento de Reiki ocorre uma queda no metabolismo do paciente, devido ao estado de relaxamento, observando-se também uma diminuição da freqüência cardíaca e respiratória e uma variação no padrão de suas ondas cerebrais, que passam da faixa alfa-beta (associada à consciência de vigília normal) para o padrão de 5º estado, que ocorre na faixa alfa (relaxamento), alfa-teta (criatividade) e delta (sono profundo), liberando as tensões, acalmando e aliviando inclusive dores físicas.

Excelentes resultados tem sido obtido no tratamento de dependentes químicos com os Florais de Bach, pois as essências auxiliam a atingir a raiz emocional geradora de um processo complexo que culmina com a fármaco dependência
Entender a aplicação da acupuntura na dependência (e síndrome de abstinência) de drogas não é difícil.
Acredita-se que a atuação da dopamina no sistema mesolímbico teria papel central nos mecanismos reforçadores de qualquer dependência.
Um importante mecanismo proposto é a "cascata de recompensa" onde secundariamente a uma deficiência de dopamina no sistema límbico haveria liberação de serotonina por neurônios hipotalâmicos, que ativaria o opióide met-encefalina liberado na região tegmentar ventral, inibindo receptores que controlam a liberação do GABA, cuja função seria controlar a liberação de dopamina na região tegmentar ventral.
Assim, uma diminuição do GABA causaria um aumento da dopamina, que teria efeito direto no núcleo accumbens – e indireto no hipocampo e amigdala. Ponto comum em vários protocolos para dependência das mais variadas substâncias é o ponto auricular Pulmão – teoriza-se que sua utilidade estaria no fato de “pegar” o ramo mais superficial do nervo vago, que quando estimulado ativaria a formação reticular, que por sua vez estimularia o hipotálamo e a partir daí ativando a cascata de recompensa.
Encontrei um importante estudo com dependentes de heroína chineses (n=212) com história de abuso de até 5 anos, que foram submetidos à abstinência abrupta e divididos em quatro grupos – um deles controle. Os outros três recebendo estimulação diária por 30 minutos num total de 10 dias nos pontos IG4 e PC6, com diferentes freqüências: o 1o grupo recebendo somente estímulos de 2Hz, o 2o somente 100Hz e o 3o uma combinação de 2Hz e 100Hz. Qualquer freqüência inibiu a perda de peso observada no grupo controle. Estímulo com 2Hz foi melhor que 100Hz na diminuição dos calafrios. O grupo com melhores resultados contudo foi o que recebeu a combinação entre 2Hz e 100Hz, com supressão precoce da taquicardia, dos calafrios, com relato subjetivo de efeitos euforizantes e hipnóticos. Os autores teorizam que a liberação de endorfinas e encefalinas substituiria os opióides exógenos, enquanto as dinorfinas suprimiriam a síndrome de abstinência. Afirmam que provavelmente uma vez resolvida a abstinência possivelmente haveria menor nível de recaídas. Observaram que no início da síndrome de abstinência a frequência cardíaca se eleva, com níveis médios observados de 107bpm. Cinco minutos após início da eletroestimulação dos pontos de acupuntura houve diminuição para 103bpm, após 10 minutos diminuiu para 98bpm (p<0,05), após 15 minutos para 95bpm (p<0,01) e após 30 minutos 91bpm (p<0,001) – essas reduções já no 1o tratamento, sendo que este efeito persistiu por até 2 horas. Em 4 dias a freqüência cardíaca média dos pacientes tratados com acupuntura caiu para 72 – o grupo controle terminaria o décimo dia com frequência média de 92bpm.

A acupuntura parece ter efeitos tanto na fase aguda da ingesta alcoólica – acelerando a eliminação do álcool ingerido e interferindo na liberação dopaminérgica no centro de recompensa cerebral – quanto no tratamento da dependência crônica e como adjuvante na síndrome de abstinência.

Voluntários (n=35) receberam 1mL/kg álcool (na forma de vodka), sendo avaliados após 20 minutos e 2 horas da ingesta. Foram divididos em 3 grupos: um recebeu acupuntura, um segundo recebeu sham-acupuntura e um terceiro não recebeu tratamento. O 2o e 3o grupos não apresentaram diferenças em termos de efeitos clínicos, alcoolemia, gamaGT e álcool expirado. Contudo, o grupo que recebeu acupuntura apresentou redução substancial dos efeitos clínicos após 20 minutos (que praticamente desapareceram após 2 horas), aumento do álcool expirado, diminuição da alcoolemia e da gamaGT (p=0,01 – 0,05).

Em modelo animal, logo apos intoxicação alcoólica era feito agulhamento do ponto C7, com significativa diminuição da liberação de dopamina no núcleo accumbens (não observada quando era agulhado o ponto PC6), sugerindo possível ação contra o reforço positivo que a liberação dopaminérgica – e o prazer associado – causam a cada dose ingerida.

Estudo randomizado cego controlado com 503 dependentes de álcool separou-os em quatro grupos: o 1o recebeu acupuntura "específica", o 2o não-específica, o 3o acupuntura sintomática e o 4o tratamento convencional. Não se concluiu pelo beneficio da acupuntura nem por diferenças entre os tipos de acupuntura – mas mostrou a mesma eficácia que o tratamento convencional, com percepção de benefício do tratamento elevada pelos pacientes quando comparada ao tratamento convencional.

Pacientes hospitalizados por síndrome de abstinência ao álcool foram randomizados em três grupos. Um grupo recebeu laser-acupuntura (n=17), outro recebeu acupuntura com agulhas (n=15) e um terceiro grupo recebeu sham-acupuntura (n=16). Apesar de inconclusivos, os dados mostraram algum benefício da acupuntura com agulhas (pacientes deste grupo tiveram duração média do quadro de abstinência de 3 dias – p=0,019 – com tendência de uso de menores doses de sedativos) comparada aos grupos laser e sham-acupuntura (com duração média de 4 dias).

Uma revisão da literatura encontrou seis estudos randomizados controlados envolvendo aurículoacupuntura no tratamento da dependência de cocaína e crack – apesar das vantagens encontradas em termos de custos e de efeitos colaterais, somente dois estudos mostraram resultados positivos (e estatisticamente significativos).

Em um grande estudo financiado pela National Institute on Drug Abuse, randomizado e placebo controlado, 435 dependentes de cocaína foram alocados em 3 grupos: acupuntura, sham-acupuntura e tratamento padrão. Este último consistia em terapia intensiva, individual e em grupo, tanto em hospital-dia quanto em programa ambulatorial. Somente 38% dos pacientes completaram o programa. Não foram evidenciadas diferenças entre os grupos que receberam acupuntura (tanto real quanto sham) e o tratamento padrão. Contudo, foi notado que os pacientes que receberam acupuntura real referiram melhora significativa, não relacionada às medidas de efeito placebo, e que os autores disseram não poder explicar.

Foi realizado estudo randomizado controlado simples-cego com número grande de participantes (n=620), sendo 412 dependentes unicamente de cocaína e 208 também dependentes de opiáceos (estes em manutenção com metadona). Foram divididos em três grupos, um recebendo auriculoacupuntura (n=222), outro recebendo inserção de agulha em locais não considerados pontos de acupuntura (n=203) e um terceiro grupo somente sessões de relaxamento (n=195). Somente 45% dos pacientes completaram as oito semanas de tratamento – 63% dos dependentes de cocaína e opiáceos e 36% dos dependentes somente de cocaína. Não foram encontradas diferenças entre os três grupos.

Estudo com desenho semelhante ao anterior, com dependentes de cocaína mantidos com metadona (n=82), dividiu-os em três grupos: o 1o recebendo auriculoacupuntura, o 2o recebendo agulhamento em locais não considerados pontos de acupuntura e um 3o somente sessões de relaxamento – os participantes faziam exames de urina três vezes por semana para detectar consumo de cocaína. Este estudo encontrou benefício significativo no uso da auriculoacupuntura – os pacientes deste grupo apresentaram mais exames de urina negativos para cocaína que os outros dois grupos.

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